Estrutura Curricular
A estrutura curricular (também por vezes chamada de matriz ou grade curricular) corresponde ao conjunto de unidades curriculares (UC) que buscam concretizar a formação do egresso conforme definido no PPC. As unidades curriculares são em geral organizadas em fases as quais em conjunto sugerem ao estudante percursos formativos e o tempo esperado para integralização curricular. A figura abaixo apresenta um exemplo da 8ª fase de uma estrutura curricular.
Uma fase de uma estrutura curricular
No contexto de uma estrutura curricular, as unidades curriculares podem ter a elas associadas uma ou mais etiquetas cuja finalidade é atribuir-lhes semântica. As etiquetas são também utilizadas para definir e possibilitar o cômputo dos critérios de integralização curricular.
Algumas etiquetas podem ter a elas associadas um valor numérico que indica a carga horária dedicada à etiqueta na unidade curricular. A ausência deste valor indica que a totalidade da carga horária da unidade é dedicada à etiqueta, a exemplo das etiquetas “Obrigatória” e “Optativa” que sempre têm este comportamento. No caso de haver mais de uma etiqueta associada a uma UC, a soma das cargas horárias pode ultrapassar a carga horária da UC uma vez que pode haver sobreposição entre as cargas horárias parciais.
Ortogonalmente, as unidades curriculares podem ter a elas associadas uma ou mais áreas (ênfase ou trilhas formativas, conforme descrito no PPC). De forma similar ao uso de etiquetas, as áreas possibilitam classificação das unidades curriculares para fins de organização, mas também para atribuir-lhes semântica e para cômputo de critérios de integralização curricular. Elas também aplicam-se à definição de diferentes perfis formativos, sendo exemplificado na Figura abaixo pelo termo “Trilhas” na última coluna, conforme definido no correspondente PPC.
Formação complementar de uma estrutura curricular
Nas duas figuras acima o primeiro elemento da coluna de etiquetas corresponde ao tipo particular da unidade curricular, enquanto que os demais elementos são etiquetas em si.
As unidades curriculares podem ter a elas também associadas equações de equivalência, pré-requisitos e correquisitos, a exemplo do apresentado na figura abaixo, com a seguinte semântica:
- Equivalência: Aplica-se quando da verificação de integralização curricular. A título de exemplo, considere UC “EPS3222” da figura abaixo. Ela será considerada integralizada caso a equação “EPS1218 ou EPS2119” seja verdade, ou seja, caso o estudante tenha integralizado “EPS1218” ou “EPS2119”, indistintamente.
- Pré-requisitos: São tipicamente utilizados para o caso de UCs do tipo Disciplina, indicando uma condição que deve ser previamente satisfeita para que o estudante possa cursá-la. A título de exemplo, considere UC “EPS3224” da figura abaixo. O estudante só poderá cursá-la caso a equação “EPS3220 e C1 ≥ 2000” seja verdade, ou seja, se o estudante já tiver integralizado “EPS3220” e um mínimo de 2000 horas dentre as disciplinas obrigatórias.
- Correquisitos: Similar ao conceito de pré-requisitos, porém indicando UCs que já devem ter sido previamente integralizadas ou que devem ser cursadas em conjunto. A título de exemplo, considere UC “EPS3219” da figura abaixo. O estudante só poderá cursá-la caso já tenha integralizado “EPS3222”. Caso contrário, ele deverá cursar “EPS3222” conjuntamente com “EPS3219”.
Equivalências, pré-requisitos e correquisitos
As equações de equivalência são expressão lógica envolvendo códigos de Unidades Curriculares não pertencentes à estrutura curricular. Elas deveriam preferencialmente ser expressas segundo uma forma normal disjuntiva, a exemplo de:
- UCa
- UCa ou UCb ou UCc
- (UCa e UCb) ou (UCc e UCd e UCe)
Outras formas são também aceitas (disponível a partir da versão 1.06), a exemplo de:
- (UCa ou UCb) e UCc
- UCa ou UCb e UCc
Neste último exemplo há uma aparente ambiguidade visto que a expressão poderia ser entendida como “(UCa ou UCb) e UCc” ou “UCa ou (UCb e UCc)”. Nesta situação o operador lógico “e” tem precedência sobre “ou” de forma que a expressão equivale a “UCa ou (UCb e UCc)”.
De forma semelhante às equações de equivalência, as equações de pré-requisito são também expressas envolvendo códigos de UCs, mas neste caso apenas códigos de UCs pertencentes à estrutura curricular. Os critérios de integralização curricular podem também ser utilizados na composição da equação de pré-requisitos, a exemplo de “C1 ≥ 2000”, neste exemplo indicando que o estudante deve ter cursado um mínimo de 2000 horas dentre as disciplinas obrigatórias de forma a satisfazer o pré-requisito. O código especial “CT” pode ser utilizado para operar-se com a carga horária total já integralizada pelo estudante.
Quanto às equações de correquisitos, elas são similares às equações de pré-requisito, exceto pelo fato de não permitirem o uso de códigos de critérios de integralização curricular em sua composição.